Se não fosse atentado ao bom senso
Daqueles que o conhecemos
Diríamos que o Quirino nos virou as costas
Ao deixar-nos nos caminhos desta vida
Mas a quem, saudoso colega
Na tua “avara” humanidade
Virarias tu algum dia as costas?
Nesta hora que nos agarra de surpresa
Perguntamo-nos ainda o que aconteceu.
Acontece que tu eras um colega especial
O amigo em quem podíamos confiar
O tesouro que habite a nossa alma
As horas de contacto humano foram muitas
Muitas as circunstâncias
Mas destacaríamos sobretudo
Aquelas em que o teu sentido de humor
Vinha à tona da água
Recentemente, num passeio aos Açores
Registamos palavras tuas
Que falaram do teu deslumbramento
Da espiritualidade que eras capaz de ver
No belo da natureza
Tão rica como na tua relação com os outros.
Nesta hora que é de sofrimento
Um mundo de palavras jorraria
Da boca de qualquer deste punhado de colegas
Que contigo tiveram a dita de privar
Mas para te honrarmos
Para exaltar as tuas qualidades humanas
Numa hora que é irrepetível
Não são precisas muitas palavras.
Dentro de nós fica o pensamento
Esse que tem asas e que voa
Um pensamento que nunca te esquece
Que nenhum Infinito detém
E que acreditamos aproximar-te
Da Entidade Criadora
Antonius
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